quarta-feira, 18 de junho de 2014

Odiar é preciso

A psicologia explicaria nosso ódio ao que é brasileiro por vias das relações de identificação, autoafirmação ou da rejeição, o que seria bem relevante se interpretarmos que odiamos aquilo que nos lembra o que nós somos, numa tentativa de nos colocarmos do lado oposto.Negar qualquer tipo de similaridade com o que consideramos defeituoso é uma forma de nos afirmarmos enquanto superiores e isentos de defeitos, dentro de um contexto que cobra de nós a perfeição, a superioridade e o "ser mais civilizado".
Essa onda de expor,apedrejar e reduzir ao máximo o outro é talvez o resultado da união dessa nossa necessidade de provar pra nós mesmos que somos diferentes dos que não aprovamos e o quanto estamos mais próximos da tão desejada perfeição, com a possibilidade de mostrar isso à todos, para que nos reconheçam como tal. Como dizem, é bem mais fácil fingir-se grande reduzindo o outro.É a tal analogia do "bode expiatório":Bem mais fácil fingir-se superior reiterando a suposta inferioridade do outro e, ao mesmo tempo, mostrando que repudiamos sua forma de ser... que estamos no degrau de cima, cuspindo nos que estão no degrau de baixo.O caráter ilusório disso se revela ao pensarmos, justamente, o por que do incomodo? por que gastamos tanto tempo empenhados em cuspir naqueles que odiamos?... As respostas podem ser várias, desde o fato já citado de que essa é uma ferramenta necessária para a manutenção da nossa ilusão de ser melhor, até a busca por uma válvula de escape para nossas frustrações. Seja qual for, boa parte destas possíveis respostas passam pelo ódio ao outro como maneira mais eficaz de demonstrar o quanto não somos parecidos com ele.Do mesmo modo que agimos cinicamente ao odiar, também agimos assim ao negá-lo e atribuir ao outro o erro.O ódio é uma ferramenta muito vantajosa na proteção do ego, já que nos torna superiores e isentos de qualquer tipo de culpa.
Puxando a sardinha pro meu lado, fico com as possíveis respostas da abordagem histórica.Recomendo:





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