quarta-feira, 27 de abril de 2011

\\trimestres

no corredor da morte
na bácia das almas
não há fé que se salva
nem má nem boa sorte

por noites e pesares
por dia após dia
por mais que eu sorria
em todos os lugares

quando a luz se apaga
e o corpo se solta
a incerteza volta
procurando por vaga

e sempre encontra abrigo
naquele que se perde
ainda que inerte
a temer o perigo

no corredor da morte
na bacia das almas
quando se perde a calma
o medo é mais forte

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