Para os dias mortos
Em tempos de soluções mágicas para problemas imaginários, que a loucura nos encoraje. Que, sabendo agora do risco que nos cerca possamos estar mais atentos aos delírios e às delícias do demasiado humano.
Após retirada a peneira que tapava o sol, podemos então admitir que as linhas entre o amor e o ódio são borradas, se é que elas existem. Amor à vida, mas não qualquer vida...há vidas que merecem a morte e contra elas é preferível se armar.
Pois essa é a sociedade que deu certo: Já sem meios de resolver sua esquizofrenia caminha hipnotizada para o suicídio.
Enquanto nos matamos uns aos outros - e cada um a si - que possamos viver nas brechas, respirar entre uma morte e outra e sonhar antes que a bala de outro sonho nos atinja.
Que toda essa morte nos permita, enfim, viver...
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Seu Jorge & Ana Carolina - Chatterton:
