quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Selva de pedra,Moinhos de vento...
Acontece que a vida na cidade produz outras formas de amor...geralmente formas artificiais,vaidosas e ainda mais egocêntricas do que o natural.
O cosmopolitismo das pessoas invade os corações desavisados e reformula o que pode e não pode ser amor...a simplicidade dá lugar ao perfeccionismo,a sensibilidade da lugar à louca vontade de vencer e superar coisas(e pessoas).
Quem tem um coração que não seja empreendedor,não seja competitivo e ,sobretudo, ainda acelera ao ver moinhos de vento está fadado à ser visto como antiquadro,ultrapassado e incapaz de amar em meio ao frenezi de fingimentos que é o cotidiano urbano das grandes metrópoles...
Num lugar onde bom mesmo é quem corre mais,chega primeiro,faz melhor,ganha mais,tem o mais caro e pode ostentar... as formas de sentir são correspondentes e adquirem essas formas...agora o amor deve ser objetivo,rápido,superficial e ter valor material...para dar tempo das pessoas ganharem dinheiro.Como um comprimido que se toma,pra dançar a noite inteira,ser feliz por essa noite e mostrar loucamente o quão intenso aquilo é...mas quando o efeito passa já é hora de ir trabalhar.
É a seleção natural do amor: só os fortes amam,fingem e ganham...os fracos que voltem À Idade Média !
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