quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Selva de pedra,Moinhos de vento...

Acontece que a vida na cidade produz outras formas de amor...geralmente formas artificiais,vaidosas e ainda mais egocêntricas do que o natural. O cosmopolitismo das pessoas invade os corações desavisados e reformula o que pode e não pode ser amor...a simplicidade dá lugar ao perfeccionismo,a sensibilidade da lugar à louca vontade de vencer e superar coisas(e pessoas). Quem tem um coração que não seja empreendedor,não seja competitivo e ,sobretudo, ainda acelera ao ver moinhos de vento está fadado à ser visto como antiquadro,ultrapassado e incapaz de amar em meio ao frenezi de fingimentos que é o cotidiano urbano das grandes metrópoles... Num lugar onde bom mesmo é quem corre mais,chega primeiro,faz melhor,ganha mais,tem o mais caro e pode ostentar... as formas de sentir são correspondentes e adquirem essas formas...agora o amor deve ser objetivo,rápido,superficial e ter valor material...para dar tempo das pessoas ganharem dinheiro.Como um comprimido que se toma,pra dançar a noite inteira,ser feliz por essa noite e mostrar loucamente o quão intenso aquilo é...mas quando o efeito passa já é hora de ir trabalhar. É a seleção natural do amor: só os fortes amam,fingem e ganham...os fracos que voltem À Idade Média !

domingo, 26 de fevereiro de 2012

uma publicação que não deixa de ser uma batida no peito...

onde houver pessoas que precisem a todo custo se auto-afirmarem,as diferenças se transformarão em descriminação.Mais do que isso,será a diferença uma ferramenta para a ascenção do ego.
isso é natural do ser humano e de um contexto social que exige que cada um seja melhor que cada outro...estimulando assim a necessidade de se afirmar como diferente e/ou superior e fazendo com que condenar o diferente e apontar-lhe um defeito seja o melhor artifício para ser melhor(ou pelo menos para esquecer dos próprios defeitos)...

Até certo ponto é essa a mentalidade que nos impede de admitir que somos no fim iguais,independentemente das diferenças.É isso que promove situações engraçadas como o desespero de mulheres em achar defeito nas outras para se auto-afirmarem,por mais iguais que sejam...ou a imaturidade dos homens em não reconhecer a beleza de outro homem...não por que "é viadagem"...mas talvez pela insegurança de "valorizar" seus concorrentes pela atenção feminina.Ou ainda saindo do senso comum,a simples e típica necessidade de vangloriar seus feitos como se interessasse aos outros...pois de fato interessa,já que se trata de competição,eis a estratégia que herdamos de nossos primatas: bater no peito pra mostrar pros outros que sou um competidor à altura,e que se quiser ser alguém na selva,tem de ser melhor que eu(assim como eu tenho de ser melhor que alguém)...

e qual não será a surpresa quando essa postagem soar mais como uma fala analítica do que auto-crítica(sendo essa ultima o que de fato ela é...)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Breu

se minha cabeça fosse um bom lugar, meu coração seria meu...
se existisse um bom lugar todo mundo saberia pra onde ir.

mas já que não há,nada me agrada mais do que levar as angústias pra passear,
nos divertimos juntos,bebemos e esquecemos as desavenças...
no nosso canto,com nosso copo...
olhando as pessoas agindo como atores sem papel.